MPF amplia investigação sobre faculdades particulares em GO.
Repórter foi aprovado em quatro universidades de direito sem ter lido 80% das questões das provas
O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás decidiu ampliar as investigações sobre vestibulares realizados por instituições particulares, para preservar o padrão mínimo de qualidade do ensino. A matéria sobre um repórter do jornal O Popular, de Goiás, que foi aprovado em quatro vestibulares para direito sem sequer ter lido 80% das questões das provas, pesou consideravelmente na decisão do MPF.
A Universidade Paulista (UNIP) já vinha sendo investigada em razão dos indícios de mercantilização da prestação de ensino e ausência de critérios no processo seletivo. A instituição aprovou, em seu vestibular de direito, uma criança de oito anos, estudante do ensino fundamental.
A procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira pede que o Ministério de Educação realize, num prazo de 30 dias, a fiscalização dos processos seletivos em todas as instituições.
Segundo Mariane, o objetivo é verificar se estão adotados critérios pedagógicos suficientes para preservar um padrão mínimo de qualidade do ensino, conforme estabelece a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Por Paulo R. Zulino
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