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Curso teórico pode não agradar à família, mas dá boa formação

Quando Cauê Alves, 31, disse que iria prestar vestibular para filosofia, em 1996, a sua família ficou preocupada. “Lá em casa, minha mãe falava que eu ia ser um duro”, lembra, rindo. “Levamos um susto com a notícia, mas, logo no primeiro ano, percebemos que a coisa era séria, pois ele passava os finais de semana estudando”, diz a mãe de Cauê, Margarida Alves, 62, professora aposentada.

Assim como Alves, muitos vestibulandos encontram resistência da família quando escolhem carreiras cujo curso é mais teórico, como filosofia, ciências sociais ou mesmo no campo das ciências exatas, como matemática ou física.

No entanto, casos de sucesso mostram que essa formação pluralista pode ser valiosa para a carreira. A maioria segue na área acadêmica, como professor ou pesquisador, mas há quem encontre oportunidade em outras searas.

Alves, por exemplo, é hoje curador de arte do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Em seu trabalho, ele aproveita os conhecimentos de estética, uma das áreas da filosofia, em que se especializou com um mestrado e um doutorado. Ele diz que hoje a sua família está mais tranqüila e dá um conselho a quem vai prestar vestibular: “Não adianta fazer medicina para pendurar diploma na parede ou entregar o diploma para os pais”.

Anderson Pássaro, 26, sonhava em fazer medicina. No entanto, depois de não passar no primeiro ano em que prestou vestibular, decidiu colocar a física como segunda opção na prova da PUC-SP, que oferece uma ênfase em física médica em seu curso. Aprendeu sobre a atuação do físico em hospitais e hoje trabalha com treinamento na Varian, empresa multinacional que fabrica aparelhos de radioterapia.

Ele conta que foi “picado pelo mosquito da física” logo no início do curso. “Muita gente desistiu quando viu a física pura, mas eu gostei, sempre fui bom em exatas”, contou Pássaro ao Fovest, entre uma viagem e outra a trabalho.

Para o chefe do departamento de filosofia do Mackenzie, Marcelo Martins Bueno, os egressos de cursos com uma forte carga de teoria têm muita chance de colocação no mercado de trabalho.

Ele diz que houve uma evolução nas carreiras da área de humanas nos últimos vinte anos. Para Bueno, a democratização do conhecimento promoveu uma mudança na mentalidade da sociedade e do mercado em relação a esses profissionais. “Há ainda um preconceito pela sociedade e pelo mercado. Mas depois as pessoas acabam percebendo que esse profissional tem um diferencial, uma outra visão de mundo.”

Entre as empresas que valorizam formações variadas, está a Munduscarbo, uma consultoria ambiental especializada em serviços relacionados à mudança do clima. “Temos desde sociólogos e cientistas políticos, como eu, até economistas, engenheiros e biólogos”, conta o gerente de projetos da empresa, Henrique de Almeida Pereira.

Fonte: Folha online

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maio 27, 2008 - Posted by | educação | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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